Buccaneer Software, "Os piratas que também criam...

Por: João Canali C. Neto (Capt. Bload) - Buccaneer Software


 

Descobri esse grupo outro dia através de um membro do grupo, o Marcelo Coradassi Eiras que me remeteu a um post onde um outro membro pedia quem tivesse uma imagem mais nítida da capa de um "xeroxbook" que a Buccaneer vendia ou ofertava de brinde (não me lembro agora, o empreendimento produziu de 1986 a 1991, aproximadamente, faz tempo né...).

Confesso ter ficado surpreso com o fenômeno da nostalgia tecnológica, digamos assim e fiquei imaginado quantos de vocês chegaram a rodar em suas máquinas (Hotbit e Expert) alguns dos programas da Buccaneer Software tais como:

Sublim - O primeiro programa comercial da softhouse, e pioneiro absoluto de explorar o potencial de mensagens subliminares nos computadores. Até hoje um tema palpitante diante as descobertas recentes do funcionamento da memória bilógica.

Copy Baixaria - Nosso best seller. O programa mais politicamente incorreto já feito em todos os tempos, ainda mais na segunda metade dos anos 80 do século passado.

Buc-Composer - O primeiro processador de texto brasileiro (na verdade um híbrido, interface e applets integrados made in home sobre um processador royalty free que rolava pelo mercado) que possibilitava o uso de fontes pré-programadas já prontas e que o usuário podia desenhar. Um campeão de vendas...

Propaganda Eletrônica - Muitos comerciantes o utilizaram rodando mensagens com promoções em sua vitrines...

Buc-Strip - Primeiro programa brasileiro com emulação de Inteligência Artificial... Você tinha que cantar a garota para tirar a roupa dela...

Buc-Astral - Um programa que gerou mais dinheiro para quem o utilizou em quiosques de Shopping Malls do que os produtores... O primeiro e único programa brasileiro a desenhar mapas astrais e cuspir a interpretação em português (páginas delas), ofertava também interpretações em numerologia e imprimia o Biorrítmo. Usando este meu programa em uma feira de informática no Rio Centro por apenas 3 dias, faturei US$ 2.000,00 e o dólar valia mais do que hoje. Um único MSX (um valente Hotbit que nunca deu pau durante praticamente 10 anos de serviços pesado e ininterruptos... Até hoje me arrependo de não telo trazido para os EUA quando aqui vim morar) foi o responsável pela maior atração da feira... Faziam filas... Lutando contra os PCs Intel baseados que já dominavam totalmente o mercado...

E alguns outros mais da série Buc something.

Pois bem, mesmo acreditando que a maioria no grupo tenha aderido ao logo com o MSX II que nunca cheguei sequer a tocar, tendo partido direto para o PC regular. Tenho certeza que haja certa curiosidade de saber o que o autor do Livro Negro da Pirataria estaria fazendo, se é que já não morreu... Isso me lembra minha curiosidade acerca do autor das revistas de sacanagem de antigamente, o Carlos Zéfiro, que os jornaleiros vendiam escondido para a molecada. Todavia eu acho legal imaginar que ao menos alguns de vocês gostariam de saber no que a Buccaneer Software se transformou... Vamos pular muito texto... O Capt. Bload (de Binary Load, ou o comando BASIC do MSX para o carregamento de blocos binários) que assinava os programas e os manuais da Buccaneer seguiu sua vocação de escritor, (procurem Salvação Secreta na Amazon, vocês vão gostar... pirateiem só um pouquinho por favor...) e idealiza programas outros criarem. Portanto, se tem alguém da turma do JAVA, veja aí se interessa.... Trata-se da saideira da Buccanner Software, e que, modestamente, dá um braço novo a Internet mundial... Desculpem a modéstia da concepção da página mas ela segue a filosofia comunicacional da Buccanner, quem sou eu para trair a mim mesmo. Por outro lado, eu preciso de testemunhas de que fui quem inventou a coisa


Volta